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5º Prêmio TIM de Música, que homenageia Zé Ketti, divulga lista de indicados |
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Zé Ketti é o homenageado da quinta edição do Prêmio TIM de Música
Cerimônia no Theatro Municipal carioca acontece no dia 16 de maio
Rio de Janeiro, 22 de março de 2007 – O Prêmio TIM de Música, que desde 2003 vem se consolidando como a mais conceituada premiação da música brasileira, já tem o homenageado de sua quinta edição: o carioca Zé Ketti, autor de clássicos como Máscara Negra, A voz do morro e Opinião. A cerimônia de entrega acontece no dia 16 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O Prêmio, idealizado e coordenado por José Maurício Machline, foi dedicado, nos anos anteriores, a Ary Barroso (2003), Lulu Santos (2004), Baden Powell (2005) e Jair Rodrigues (2006), sempre alternando a celebração de artistas vivos com homenagens póstumas.
Para José Maurício Machline, “o Prêmio TIM tem uma preocupação não só em reverenciar grandes nomes que deram sua contribuição à música brasileira como também resgatar personagens que não recebem o reconhecimento à altura de sua importância. Zé Ketti é uma figura fundamental por ter trazido o samba do morro para o asfalto”.
“A TIM acredita na música como um território sem fronteiras e, todos os anos, intensifica o seu envolvimento com ela, renovando a sua participação em iniciativas valiosas para a cultura musical do País “, afirma José Luiz Liberato, diretor de Imagem e Publicidade da TIM.
José Flores de Jesus nasceu no Rio de Janeiro em 6 de outubro de 1921. O pseudônimo Zé Ketti veio do apelido de infância, Zé Quieto ou Zé Quietinho. O primeiro contato com a “música dos morros” foi na escola de samba Estação Primeira de Mangueira, aos 13 anos, mas foi o azul e branco da Portela que conquistou Zé Ketti, onde compôs obras como Velha Guarda da Portela e o samba de terreiro Leviana. Teve sua primeira composição gravada, Tio Sam no samba (com Felisberto Martins), pelos Vocalistas Tropicais, em 1946. Um de seus maiores sucessos foi A voz do morro, interpretada com sucesso por Jorge Goulart, em 1955, e incluída no filme Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, juntamente com Leviana.
Em 1964, ao lado de Nara Leão e João do Vale, encenou o histórico show Opinião, em que lançou alguns sambas de sucesso, como a música título, Acender as velas e Diz que fui por aí (parceria com Hortêncio Rocha). Foi um dos idealizadores do ZiCartola, ponto de encontro de artistas e intelectuais nos anos 60, onde resgatou sambistas como Cartola e Nélson Cavaquinho e lançou a carreira de Paulinho da Viola e Élton Medeiros. Zé Ketti compôs ainda clássicos como Máscara Negra (com Hidelbrando Pereira Matos) e Malvadeza Durão, entre outros. Faleceu aos 78 anos, em 1999, de falência múltipla dos órgãos, deixando um legado de mais de 300 composições.
Criado em 2003, o Prêmio TIM de Música resgata e valoriza grandes nomes do cenário nacional, além de avalizar carreiras de artistas iniciantes ou com expressão de alcance regional. O Prêmio não está atrelado a nenhum aspecto mercadológico, tendo unicamente os critérios artísticos como a base de sua criação. Um júri formado por músicos, jornalistas e críticos analisa a produção fonográfica brasileira do ano anterior, seja ela gerada via gravadoras ou de forma independente, e elege os melhores de cada categoria, sob a supervisão de uma auditoria externa.
O Prêmio TIM de Música é um dos pilares do Projeto TIM Música, ao lado do TIM Festival e do projeto social TIM Música nas Escolas, que beneficia cerca de 15 mil crianças em oito cidades do Brasil. Também integra o projeto o Auditório Ibirapuera, projeto original de Oscar Niemeyer construído pela TIM e doado à cidade de São Paulo por ocasião do aniversário dos seus 450 anos.
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Musical 'Sweet Charity' estréia no Rio comemorando 25 de carreira de Claudia Raia |
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MUSICAL ‘SWEET CHARITY’ ESTRÉIA NO RIO COMEMORANDO
OS 25 ANOS DE CARREIRA DE CLAUDIA RAIA
Superprodução foi vista por 100 mil pessoas em São Paulo
fotos em alta resolução: www.canivello.com.br
‘Sweet Charity’ poderia ser apenas a realização de um projeto pessoal de Claudia Raia, que há duas décadas acalentava o sonho de dar vida à prostituta romântica do título. Mas a montagem protagonizada pela atriz se tornou muito mais do que isso: o musical foi um dos maiores sucessos da temporada paulista do ano passado, visto por mais de cem mil pessoas, e proporcionou a Claudia, segundo a crítica especializada, o melhor desempenho de sua carreira, que completa 25 anos agora em 2007. A partir do dia 20 de abril será a vez dos cariocas conferirem, no Vivo Rio, o espetáculo que traz a assinatura da premiada dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho a serviço de uma megaprodução: são 27 atores e bailarinos em cena, orquestra com 13 músicos, mais 136 figurinos, 14 cenários, 300 refletores e um total de 19 canções. Com realização da Axion Produtores Associados (Aniela Jordan, Monica Athayde Lopes e Beatriz Secchin Braga) ‘Sweet Charity’ fica em cartaz no Rio de Janeiro até o dia 13 de maio.
Desde 2000, ano em que a própria Claudia Raia estrelou ‘O Beijo da Mulher Aranha’, São Paulo assistiu a um boom de espetáculos da Broadway e se transformou no único palco do país capaz de abrigá-los. Foram quase dez espetáculos de sucesso em um período de sete anos. ‘Sweet Charity’ é a primeira produção dessa nova safra a vir para o Rio.
‘Não podíamos não mostrar esse espetáculo aos cariocas’, pondera Aniela, que junto com as sócias está à frente de uma equipe de quase 200 profissionais, entre elenco, músicos, equipe de criação e técnicos. ‘Mas para que isso se tornasse possível foi necessário encontrar um lugar que atendesse ao complexo aparato técnico exigido por uma montagem do gênero. A sonorização de um musical é bem diferente da de um show de música. O Vivo Rio topou o desafio e investiu em novos equipamentos de som de última geração que o transformarão no único espaço da cidade capaz de receber esse tipo de espetáculo.’
Ao contrário das montagens paulistas de ‘Les Misérables’, ‘Chicago’, ‘A Bela e a Fera’ e ‘O Fantasma da Ópera’, reproduções absolutamente fiéis das versões encenadas na Broadway, ‘Sweet Charity’ leva a assinatura de criadores brasileiros. Os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho receberam total liberdade para retrabalhar o original, que tem texto de Neil Simon, músicas de Cy Coleman e letras de Dorothy Fields. Entre as muitas novidades nesta versão brasileira do musical que Bob Fosse concebeu e coreografou há 41 anos, inspirado no filme ‘Noites de Cabíria’ (1957), de Federico Fellini, estão quatro novas coreografias do paulista Alonso Barros. Radicado em Viena há 17 anos e especialista na obra de Fosse, o coreógrafo recebeu elogios pela ousadia de transformar o charleston de um dos números em um samba. Também originais são a direção musical de Miguel Briamonte, os figurinos de Emília Duncan e Marcelo Pies, os cenários de Marcelo Larrea e Chris Aizner (que incluem um elevador cênico e o skyline de Nova Iorque) e a iluminação de Wagner Freire. O resultado é um delírio visual de luxo e cores, apoiado em um afinado trabalho musical e de interpretação.
Uma das preocupações de Claudio Botelho ao fazer a adaptação foi suprimir os elementos geográficos: ‘Mesmo mantendo a locação original do musical em Nova Iorque, cortamos as referências a lugares específicos como o Bronx, a ponte do Brooklyn, para tentar universalizar mais a história’, explica. Outra mudança foi a tradução das letras das canções do roteiro. Interpretadas em cena pelo elenco e por uma orquestra dirigida pelo maestro Carlos Bauzys, de apenas 24 anos, elas não só ilustram mas têm função narrativa.
‘Sweet Charity’ é o oitavo musical protagonizado por Claudia Raia. Sua estréia nos palcos aconteceu em 1983, quando aos 16 anos de idade conquistou o papel principal de ‘Chorus Line’, no qual interpretava uma mulher 20 anos mais velha. Ela estrelou ainda ‘Splish Splash’ (1988), ‘Loja dos Horrores’ (1989), ‘Não fuja da Raia’ (1991), ‘Nas Raias da Loucura’ (1993), ‘Caia na Raia’ (1996) e ‘O Beijo da Mulher Aranha’, (2000). Como a dançarina de cabaré ingênua Charity, Claudia faz um tour de force em cena: são 10 trocas de figurino em meio à interpretação de oito canções e 95 páginas de texto. A idéia exata da maratona enfrentada pela atriz pode ser medida de outra maneira: em duas horas e meia de espetáculo, ela só não está no palco atuando, cantando e dançando durante oito minutos. Tanto esforço resultou na aclamação do público e elogios rasgados da crítica.
O espetáculo conta em duas horas e quarenta minutos a história da pequena e frágil Charity Hope Valentine. Dançarina de cabaré e prostituta, ela vive em busca do amor em plena Nova Iorque dos anos 60. Desiludida com homens que apenas querem se aproveitar dela, Charity acredita que sua vida irá mudar ao conhecer em um elevador subitamente enguiçado o neurótico e claustrofóbico Oscar Lindquist, personagem que marca a estréia de Marcelo Médici em musicais. ‘O Marcelo foi uma grata revelação mesmo nunca tendo atuado em musicais. Ele tem o timing da comédia e isso era muito importante na escolha do elenco porque Charity tem o texto do Neil Simon, que é talvez um dos maiores comediógrafos do século 20. Ele soube captar o original do Fellini como ninguém e explorar a comédia dentro de uma história que já traz uma certa melancolia’, conclui Charles Möeller. Claudia endossa a idéia ao definir sua personagem: ‘Minha Charity é ao mesmo tempo clownesca, trágica, brincalhona e moleca’.
‘Sweet Charity’ e suas estrelas
Depois do musical criado por Bob Fosse em 1966 para a esposa Gwen Verdon interpretar, a história de Fellini, protagonizada originalmente na telona por Giulietta Masina em 1957, foi novamente levada para o cinema em 1969 pelo próprio Fosse, com Shirley MacLaine no papel principal. No teatro, o coreógrafo esteve à frente também da remontagem de 1986, com Debbie Allen. Em 2005, foi a vez de Christina Applegate encarnar Charity no teatro. Em 2006, Claudia Raia aumenta a lista das intérpretes de Charity ao decidir protagonizar o espetáculo no Brasil .
Números de produção
A montagem inclui números grandiosos e exigiu da produção 5 meses de testes e pré-produção, e mais 15 dias (24h de trabalho no teatro) serão necessários para remontar o espetáculo no Rio:
O musical tem duas horas e meia de duração;
Antes da estréia, o elenco ensaiou oito horas por dia, durante 2 meses;
São ao todo 19 canções, 95 páginas de texto e dez coreografias;
Cerca de 200 pessoas ficaram envolvidas no trabalho, entre atores, equipe de criação e técnicos de montagem, som e iluminação;
Para montar o cenário foram utilizadas 11 toneladas de ferro e cinco de madeira;
Para compor o skyline de Nova Iorque são usadas três camadas de prédios cenográficos sobrepostas;
Na iluminação são utilizados 310 refletores e 24 moving lights.
Críticas
‘Claudia Raia, que parecia inadequada para o papel de uma prostituta frágil, surpreende justamente por entender esse desequilíbrio.(...) Claudia tem consciência de seu porte e tira vantagem dele ao sucumbir ao gestual assimétrico de Fosse. Mais que isso: revela-se uma atriz dinâmica tanto nos números musicais como numa cena intimista como a do elevador, em que fica presa ao lado do corretor Oscar Lindquist. Este ganha em Marcelo Médici um intérprete em estado de graça, dono absoluto do tempo e do espaço.’
Antonio Gonçalves Filho – O Estado de S. Paulo – 23/10/2006
‘Claudia Raia arrasa no papel de prostituta ingênua que, mesmo depois de ser roubada e empurrada em um lago pelo namorado, insiste em buscar o amor verdadeiro.’
Veja São Paulo – 28/03/2007
‘Claudia e Marcelo Médici fazem de Charity e Oscar um casal romântico, dramático e engraçado...’
Marta Góes – Revista Bravo – out/2006
‘A formação de Claudia Raia, que iniciou sua carreira com ‘Chorus Line’, faz diferença. Dona de um belo timbre de voz, e sabendo o que fazer de tanta perna, adapta a inocência da prostituta Charity, na origem a franzina Cabíria vivida por Giulietta Masina no filme de Fellini, para uma moleca grandalhona.’
Sérgio Salvia Coelho – Folha de S. Paulo – 5/10/06
FICHA TÉCNICA:
Texto Neil Simon, baseado no filme ‘Noites de Cabíria’ de Federico Fellini
Música Cy Coleman
Letras Dorothy Fields
Versão brasileira Claudio Botelho
Direção Charles Möeller
Coreografia original Bob Fosse
Recriação coreográfica Alonso Barros
Participação especial Marcelo Médici
Direção musical Miguel Briamonte
Cenários Marcelo Larrea e Chris Aizner
Figurinos Emilia Duncan e Marcelo Pies
Iluminação Wagner Freire
Desenho de som Marcelo Claret
Direção de produção Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga e Monica Athayde Lopes
Realização Axion Produtores Associados
Direção geral Charles Möeller
Um espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho
ELENCO
Claudia Raia Charity
Marcelo Médici Oscar
Kátia Barros Nikki
Renata Vilela Helène
Ricca Barros Vitório
Edson Montenegro Daddy Brubeck
Fernando Patau Herman
Marcelo Pereira Charlie
Renata Ricci Ursula
Elenco
Carol Mariottini Bruno Kimura
Estela Ribeiro Daniel Nunes
Keila Fuke Floriano Nogueira
Luana Melo Hélcio Mattos
Luciana Bollina Klenio Casarin
Ciça Simões Luís Paccini
Priscilla Sanchez Renato Bellini
Renata Ricci Rodrigo Vicente
Vanessa Costa Thiago Jansen
SERVIÇO:
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85
Venda à grupos: 11 2163 2122 – Vivian Cardoso
Temporada: de 20 de abril a 13 de maio
Horários: quintas às 21h,
sextas e sábados às 21h30
domingos às 18h
Preços:
Platéia 1: R$ 100,00
Platéia 2: R$ 70,00
Camarote: R$ 120,00
Frisas: R$ 90,00
Balcão: R$ 30,00
Duração espetáculo: aproximadamente 2h30, realizado em 2 atos com intervalo
Capacidade: 1.800 pessoas
Abertura da casa: uma hora antes do espetáculo
Informações e compra de ingressos:
# Bilheteria do VIVO RIO – Av. Infante Dom Henrique, 85
Horário de Atendimento: segunda a sábado das 12h às 21h e domingo, e feriados das 12h às 20h
# Compra por telefone - Ingresso Rápido - Tel: (021)2169-6600
Horário de atendimento: segunda a sábado das 9h às 22h e domingo das 12h às 20h
# Compra pela Internet (www.vivorio.com.br /www.ingressorapido.com.br)
# Pontos de venda
FNAC – BARRA SHOPPING
Horário de Atendimento: Todos os dias das 10h às 20h
Pagamento somente em dinheiro ou cartão de débito;
MODERN SOUND
Rua Barata Ribeiro, 502 loja d – Copacabana
Horário de Atendimento: Segunda a sexta, das 9h30 às 20h e Sábado, das 9h30 às 19h
Pagamento em dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard, Diners)
PERSONAL FIT – LEME
Avenida Princesa Isabel, 150 sala 201
Horário de Atendimento: Segunda a Sexta, das 8h às 20h e Sábado, das 8h às 12h
Pagamento em dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard, Diners)
POSTO PIRAQUÊ LAGOA
Avenida Borges de Medeiros, s/nº
Horário de Atendimento: Todos os dias das 8h às 20h
Pagamento em dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard, Diners)
Posto São Bento Niterói - Icaraí
Rua Roberto Silveira, 283
Horário de Funcionamento 24hs
Pagamento em dinheiro
Taxa de Compra através da Ingresso Rápido
Compra em ponto-de-venda: 15% do valor do ingresso
Entrega em domicílio Grande Rio de Janeiro: R$ 15,00
Entrega em domicílio Rio de Janeiro Capital: R$ 10,00
Retirada na bilheteria: R$ 5,00
Censura: 07 a 14 anos acompanhados dos responsáveis.
Estacionamento com manobrista R$ 12,00 (antecipado) e R$ 15,00 (na hora)
Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito Visa e Mastercard
Acesso para portadores de necessidades especiais
Ar-condicionado
Informações para a imprensa:
Canivello Comunicação
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Fone: (21) 7892-3287 / 9776-2333
Email: biancalabruna@vivorio.com.br
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Sucesso do verão carioca, 'Sassaricando' leva suas marchinhas para a Praça Tiradentes |
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SUCESSO DO VERÃO CARIOCA, ‘SASSARICANDO’
LEVA SUAS MARCHINHAS PARA A PRAÇA TIRADENTES
Musical reestréia no João Caetano no dia 3 de maio
FOTOS EM ALTA DEFINIÇÃO: www.canivello.com.br
‘Sassaricando – E o Rio inventou a marchinha’, sensação teatral do verão carioca, está de volta. Depois de bater o recorde de público do Teatro SESC Ginástico, com quase 21 mil espectadores em 40 apresentações, o musical que conquistou público e crítica reestréia dia 3 de maio no Teatro João Caetano. O espetáculo ocupa o teatro da Praça Tiradentes até junho e no mês seguinte segue para o Tom Brasil, em São Paulo.
O sucesso do musical tem ‘nomes e sobrenomes’. A começar por seus idealizadores, o jornalista Sérgio Cabral e a historiadora Rosa Maria Araújo. Os dois escolheram quase uma centena de canções compostas por nomes como Noel Rosa, Lamartine Babo, Haroldo Barbosa e João de Barro, o Braguinha, para fazer uma crônica da vida e dos costumes do Rio. Todo este material ganhou vida no palco através de um elenco afinado de veteranos e novatos em musicais: Eduardo Dussek, Soraya Ravenle, Sabrina Korgut, Pedro Paulo Malta, Alfredo Del Penho e Juliana Diniz.
‘Ficamos muito impressionados com a resposta do público. Não só pelo recorde de bilheteria mas também pela reação da platéia durante e após o espetáculo’, entusiasma-se Rosa Maria. ‘As sessões acabavam invariavelmente transformadas em bailes de carnaval; as pessoas de pé cantando, batendo palmas e muitas até dançando durante os números finais’, completa Sérgio Cabral.
Responsáveis também pela direção geral, pesquisa e roteiro de ‘Sassaricando’, Cabral e Rosa Maria escolheram uma ficha técnica de primeira. Convidaram Cláudio Botelho para assinar a direção cênica e Renato Vieira, a coreografia. Charles Möeller fez os cenários, enquanto Marcelo Marques e Paulo César Medeiros se ocuparam, respectivamente, dos figurinos e da iluminação.
Como diretor musical do espetáculo, coube a Luis Filipe de Lima criar os arranjos e, durante a temporada, comandar a banda que acompanha, ao vivo, o elenco. Banda que reúne a nata dos instrumentistas cariocas: dos irmãos Henrique e Beto Cazes a Silvério Pontes, Oscar Bolão e Dirceu Leite, todos presentes no CD duplo que a Biscoito Fino gravou com a trilha sonora da peça, também produzido por Luis Filipe e já à venda.
“‘Sassaricando’ nos consumiu um ano de pesquisa. Ouvimos mais de mil marchinhas, depois fizemos uma pré-seleção com 400, para finalmente chegarmos às cerca de cem para o espetáculo. Dividimos o roteiro em dez temas distintos. O carnaval carioca tem uma história de extraordinária criatividade e as músicas abordam o comportamento da época, a gastronomia, as relações amorosas e até o preconceito. São pequenas crônicas que, juntas, formam um painel de como era a vida na cidade”, explica Rosa.
Hoje um dos nomes de maior prestígio na constelação de profissionais que se dedicam ao teatro musical no Brasil, Cláudio Botelho nunca foi especialmente ligado em marchinhas, mas diz que se apaixonou pelo projeto assim que o conheceu.
“Depois que ouvi a master do cd é que me dei conta do quanto as músicas eram teatrais, pois todas contam uma historinha. Tratei-as como material dramático, eliminando as repetições de refrões e condensando várias delas em pot-pourris para dar fluidez à cena. Se pudesse resumir em uma frase o meu papel no espetáculo, diria que sou uma espécie de guarda de trânsito que só fez organizar o excelente material que tinha em mãos”, diz, com modéstia.
Rosa Maria Araújo e Cláudio Botelho destacam ainda a grande capacidade de comunicação popular das marchinhas. “Fico cantarolando o dia inteiro, a toda hora uma marchinha me vem à cabeça”, conta Rosa. “Você ouve uma única vez e elas grudam. Quando acabava o ensaio, tinha que tomar remédio para dormir, porque elas não me deixavam”, brinca Cláudio.
O público carioca terá nova chance para assistir ao desfile de mais de cem marchinhas de carnaval, em quase duas horas de espetáculo, providencialmente dividido em dois atos. Os seis atores se revezam em inúmeros personagens, de acordo com as situações descritas nas canções. Cláudio Botelho explica que “ ‘Sassaricando’ é uma espécie de revista, mas não nos moldes da brasileira. É a revue americana, que apresenta um conjunto de obras, ou mesmo de idéias, mas sem um enredo definido. Não há falas, no nosso caso o texto são as próprias marchinhas de carnaval. O espetáculo faz um panorama desse tipo de composição”.
O cenário criado por Charles Möeller remete a um suntuoso baile de carnaval art-déco. “Os músicos estão vestidos como se estivessem tocando em um grande baile dos anos 40 e 50”, conta Cláudio. Ele acrescenta que ‘Sassaricando’ é sobre a música de carnaval, mas não sobre o carnaval em si: “Evitei carnavalizar demais o espetáculo. Os figurinos são mais funcionais, despojados, pois quero o foco nas canções e nos atores/cantores”.
Diretor musical de ‘Sassaricando’, Luis Filipe de Lima criou novos arranjos para o espetáculo, mas optou por manter o espírito das gravações originais. “Não tenho a pretensão de reinventar as marchinhas, mas criei arranjos contemporâneos, preservando a alegria e o bom humor que são peças chaves nessas composições”.
Luis Filipe recriou também as introduções de mais de 90% das marchinhas selecionadas para a montagem. “Decidi não alterar apenas clássicos como ‘Cidade Maravilhosa’ e ‘O Teu Cabelo Não Nega’, que estão presentes na memória de todo mundo, e preservei ainda algumas composições da década de 30, que têm os mais belos arranjos já criados para o gênero”.
O espetáculo tem ainda projeções de filmes e imagens da época ilustrando a ação. “Os vídeos ajudam a contextualizar historicamente o que está sendo mostrado no palco. Eles são o registro visual de um Rio antigo e do maravilhoso universo das marchinhas. Ficamos surpresos como emocionam tanto as pessoas que viveram aquela época como os jovens”, finaliza Rosa.
Uma vez por semana, sempre às quintas, ‘Sassaricando’ será apresentado a alunos do Projeto-Escola, a partir do dia 10 de maio.
FICHA TÉCNICA
Concepção, pesquisa e roteiro: Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral
Direção: Cláudio Botelho
Direção Musical e Arranjos: Luis Filipe de Lima
Coreografias: Renato Vieira
Cenário: Charles Möeller
Figurino: Marcelo Marques
Iluminação: Paulo César Medeiros
Visagismo: Beto Carramanhos
Projeto Gráfico: 6D Estúdio
Vídeos: Plano Geral Filmes
Produção: Tema Eventos Culturais
Elenco:
Solistas: Eduardo Dussek e Soraya Ravenle
Cantores: Alfredo Del-Penho, Juliana Diniz, Pedro Paulo Malta e Sabrina Korgut
Banda:
1) violão de sete cordas (Luis Filipe de Lima / Thiago Prata);
2) cavaquinho (Henrique Cazes / Alessandro Valente);
3) bateria (Oscar Bolão);
4) set de percussão, com surdo, pratos e miudezas (Beto Cazes / Fábio Cazes);
5) set de sopros, com flautas, saxes, clarinete e clarone (Dirceu Leite);
6) trompete e flugelhorn (Silvério Pontes);
7) trombone (Fabiano Segalote)
SERVIÇO:
Estréia para convidados: dia 3 de maio às 20h30
Temporada: de 4 de maio a 3 de junho
Teatro João Caetano
Endereço: Praça Tiradentes, s/nº - Centro
Tel: (21) 2299-2142 (geral) / 2299-2141 (bilheteria)
Capacidade: 1.190 lugares
Duração: 2h (com intervalo de 10 minutos)
Quintas às 12h30
Sextas às 19h
Sábados às 20h
Domingos às 18h
Ingressos: R$ 40,00 (quintas e sextas) e R$ 50,00 (sábados e domingos)
Horários da bilheteria: de 14h às 18h (terça e quarta), de 11h às 18h (quinta) e de 14h até 15min antes do espetáculo (de sexta a domingo)
Pagamento na bilheteria somente em dinheiro
Ingressos antecipados por telefone com taxa de entrega: 3507-8742 / 2254-1873
Vendas pela internet: www.ingresso.com
Classificação etária: livre
Acesso para deficientes.
Não é permitido fumar.
Informações para a imprensa:
Canivello Comunicação
Tels (21) 2274.0131 / 2239.0835
Mario Canivello (mario@canivello.com.br)
Leila Grimming (leila@canivello.com.br)
Alan Diniz (alan@canivello.com.br)
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